Para o Estadão, “Flávio na frente é recado claro do eleitor”
Por Anderson Souza
Publicado em 05/10/2026 12:15
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Após a divulgação dos resultados do 1° turno, o jornal O Estado de S. Paulo afirmou que os eleitores brasileiros deixaram um “recado claro” nas urnas eletrônicas: o de que estão cansados do “lulopetismo” e anseiam por mudanças. A avaliação consta em editorial publicado neste domingo (4).

– Como esperado, haverá segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial, mas as urnas já deram um recado claríssimo no primeiro turno: com Flávio na frente de Lula, e com vitórias expressivas de partidos da oposição ao presidente, sobretudo o PL, partido dos Bolsonaros, na disputa pelo Senado e pelos governos estaduais, os brasileiros deixaram evidente que estão cada vez mais cansados do lulopetismo. Já se pode dizer que o eleitorado deseja mudanças – escreveu o periódico.

O veículo de imprensa analisou que o eleitor espera agora que, neste ínterim que precede o 2° turno, é necessário que os candidatos Flávio e Lula compareçam aos debates e apresentem suas propostas para os principais problemas do país:

– As contas públicas estão em frangalhos. O crime organizado provoca medo nas ruas e avança sobre a economia formal, a política e até as instituições de Estado. A preservação do meio ambiente, ativo inestimável do Brasil, terá de ser conciliada com a exploração de petróleo e minerais raros. O Brasil precisa definir seu lugar em um mundo em convulsão após o colapso da ordem global do pós-guerra, notadamente marcado pela disputa geopolítica entre os Estados Unidos e a China, seus maiores parceiros comerciais. Como se nada disso bastasse, persistem os problemas domésticos nas áreas de saúde, educação e infraestrutura que, há décadas, frustram o potencial de desenvolvimento do Brasil – enumerou o jornal.

Para o editorial, até o momento, os presidenciáveis não focaram nas suas propostas para essas áreas e deram ênfase no ataque ao adversário:

– Quase nada se ouviu sobre o que cada um deles pretende fazer a partir de janeiro. Ambos apostaram mais no medo de uma eventual vitória do adversário do que na confiança em suas próprias propostas, como se bastasse ao vitorioso ser menos detestado do que o derrotado para se qualificar como bom governante. O resultado é um eleitorado que foi às urnas mais por dever do que por esperança, e que decerto optou pelo que considerou o mal menor – opinou.

Por fim, o jornal considerou que se ausentar dos debates é um desrespeito para com o eleitor e que os candidatos precisam aproveitar a oportunidade para mostrar como estão dispostos a enfrentar os grandes problemas do país.

 

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